quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Teria o Brasil um Apartheid?


Curta explicação sobre o que foi o apartheid:

Segundo a cultura africana a palavra apartheid significa vidas separadas, ou seja, brancos de um lado e negros de outro. O apartheid foi o regime de segregação racial mais cruel de toda a história porque a sua prática era totalmente aprovada pelo governo que sancionava as leis de ordem separatista, e com isso garantia poder absoluto para a minoria branca. Após a Segunda Guerra Mundial o Partido dos Nacionalistas ascendeu ao poder na África do Sul interrompendo a política de integração que até então o governo vinha implantando. Vale lembrar que desde o período da colonização da África do Sul os europeus sempre buscaram obter privilégios que os mantinham socialmente numa situação de superioridade em relação aos negros.
Porém em 1948 essa problemática relação de desigualdade social chega ao seu ápice na África do Sul: o Partido dos Nacionalistas conseguem oficializar a segregação racial no país, o apartheid torna-se uma política de governo e a discriminação racial que já era praticada pela população passa a ser institucionalizada.
Com o apartheid os direitos de cidadania dos negros foram praticamente extintos. Eles foram proibidos de ocupar os mesmos lugares que os brancos, tais como transportes coletivos, escolas, banheiros e outros espaços  públicos. Cerca de 87% do território da África do Sul ficou sob o domínio da elite branca, os negros e outros grupos sociais não brancos ocupavam o que restava em territórios independentes, verdadeiros bolsões de misérias denominado bantustões (locais só para negros).
Na década de 70, seguindo uma tendência internacional liderada pelo movimento negro americano, várias ondas de revoltas surgiram na África do Sul. Mas as manifestações dos negros eram duramente reprimidas pelos brancos.
Contudo, além das revoltas internas a África do Sul passou a sofrer também neste período pressões internacionais da ONU (Organização das Nações Unidas) e Organização da Unidade Africana, que condenavam o regime segregacionista praticado pela África do Sul.
Somente em 1990 a África do Sul sucumbe às sanções internacionais e põe fim ao apartheid. O líder negro Nelson Mandela que cumpria pena de prisão perpétua desde 1964 foi solto nesse mesmo ano.
Em 1992 a FIFA readmite a África do Sul em seu quadro esportivo, e em 1993 ocorrem as primeiras eleições livres do país e Mandela é eleito presidente da África do Sul e governa de 1994 a 1999.


Teria o Brasil um Apartheid?
No que diz respeito ao Brasil, acabei de perceber que aplicamos uma politica de educação semelhante a usada no Apartheid (Lei de Educação Bantu). Lá a educação de brancos e negros era totalmente diferenciada, visando manter a "raça inferior" para sempre subjugada. No Brasil ocorre a mesma coisa, a diferença é que aqui, quem tem dinheiro estuda, quem não tem "simula".
Detalhe é que aqui, a população pobre, vive nos Bantustões, assim como era na época do Apartheid devido  lei da auto-determinação dos Bantu, que basicamente criava áreas onde os negros poderiam viver, visto que foram excluídos e proibidos de frequentar todas as outras com a Lei  Reserva de Benefícios Sociais Separados c/c com a Lei das Áreas de Agrupamento.
No Apartheid ainda existia a Lei de Registro Populacional, que obrigava todas as pessoas a se registrarem como brancos, negros ou mestiços, algo comum também no Brasil. Eu sempre acreditei que eramos todos humanos (homo sapiens sapiens), mas vivo descobrindo que existe uma tal de "raça" negra, bem como aberrações como essas, coisa de brasileiro talvez? Não, coisa de branco mesmo, que já estão tão incutida nas mentes, que os alvos acham que é uma coisa boa, e não uma absurda forma de discriminação.
Também existia a Lei de Minas e Trabalho, que permitia o tratamento desigual entre brancos e negros no emprego. Hm... comum no brasil, porém aqui os nordestinos também entram nessa lei...
E para concluir, ainda existia uma perversão chamada de Lei de Cidadania da Pátria Negra, que basicamente tirou a cidadania dos negros da africa do sul, destruindo qualquer vestígio de cidadania que podiam ter. Isso também é comum no Brasil, visto que uma pessoa sem instrução encontra uma dificuldade imensa em se empregar, e quando consegue é sempre algo na “base da base”, com salários que não garantem nenhuma dignidade ou mesmo esperança de dias melhores. Ora, cidadão sem informação, sem chance de conseguir algo a mais não tem condições reais de exercerem seus direitos com plenitude, até porque os desconhece.
Estou concluindo que precisamos de um Mandela no Brasil... o quanto antes! E que dessa vez ele seja branco, preto, amarelo, vermelho, azul... Assim não seremos liderados por uma "raça" e sim por um ideal em comum: igualdade, liberdade e justiça!
Ai ai.. sonho meu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário